fight Lookism!! ou O meu olhar é pouco para ver- te
Exposição Coletiva
2026
até 
14
March 2026
Seminário Maior de Coimbra
fight Lookism!! ou O meu olhar é pouco para ver- te
Inscrições abertas
2
March 2026
a
14
March 2026
Seminário Maior de Coimbra

A partir da Coleção de Arte Contemporânea do Círculo de Artes Plásticas de
Coimbra (CAPC), a exposição fight Lookism!! ou O meu olhar é pouco para ver-
te
reúne trabalhos de pintura, desenho e fotografia que se cruzam no território
da figuração. Estas obras abordam, de modos distintos, um dos grandes temas
da História da Arte — a representação da figura — conduzindo-nos por um
percurso alternativo na evolução deste género.
A Beleza, ou o Belo, são aqui abordados a partir de duas ações
complementares: questionar e desvelar. O olhar torna-se matéria de reflexão.
Entre o gesto e a contemplação, entre a imagem e o seu avesso, a exposição
propõe pensar no que vemos e no que deixamos de ver, quando olhamos.
Com o modernismo, a representação da figura afastou-se de uma perspetiva
idealista. Por um lado, a representação do mundano afirmou-se como um
primeiro momento de fuga à normatividade da imagem, estendendo a
possibilidade de representação a fragmentos do real outrora excluídos. Por
outro, a própria ação figurativa tornou-se terreno de cambiantes — entre o
adeus e o regresso à pintura — expondo assimetrias, instabilidades e
invisibilidades que revelam uma leitura da imagem devedora, entre outros
campos, da psicanálise e outros deformadores. Podemos pensar, a título de
exemplo, em Francis Bacon ou Egon Schiele. A própria fotografia,
desenvolvendo-se numa permanente relação com a pintura, foi apresentando
uma forma de representação alimentada por um certo realismo ambíguo. No
contexto desta exposição, identificamos estes aspetos fundamentais para a
compreensão desse afastamento.
O lookism designa uma forma de preconceito ou discriminação fundada na
aparência física. Implica, muitas vezes, a extrapolação de juízos sobre outras
características — como a inteligência, o talento ou a competência — a partir da
simples observação do corpo ou do rosto. Assumindo, assim, a sua condição
discriminatória, o lookism surge como pulverização do belo. O nosso olhar é,
de facto, pouco para ver; importa afastarmo-nos dessa condição quase
algorítmica — utilizando o jargão da época — perante a imensidão de imagens
que diariamente nos assalta.
Escreveu John Berger que nunca nos limitamos a olhar para uma coisa:
olhamos sempre para a relação entre as coisas e nós mesmos. É nessa tensão
da visualidade que nos constituímos a nós e ao Outro. O visto reclama atenção
do sujeito do olhar numa troca constante de papéis — num furto mútuo e
contínuo de universos. 

Daniel Madeira

Tradução automática

Artistas

Alice Geirinhas

António Olaio

Borges Lopes

Catarina Baleiras

Cristina Mateus

Entertainment Co.

Gonçalo Pena

Inácio Matsinhe

Jorge das Neves

Matilde Marçal

Pedro Amaral

Silvestre Pestana

Vistas da Exposição

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Obras

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Localização e horário

Localização

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Segunda a sábado 14h00–18h00

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