
A ocupação do espaço nas quatro galerias do CAPC Sereia, para a minha exposição, procura agir diretamente sobre o corpo de quem visita; pretende deter-se nas múltiplas formas pelas quais o olhar do público está sempre mediado pelo corpo e, naturalmente, pelas modalidades por meio das quais este se relaciona com o espaço escultórico e o arquitetónico. Colocam-se aqui várias interrogações: Que vemos? Que deixamos de ver? Que relação mantemos com os limites entre o interior e o exterior? Onde começa a paisagem e onde termina a arquitetura? Onde se situa a obra e quem determina a sua existência enquanto escultura? Que vemos ou, melhor dizendo, que é possível ver?
As peças que construirei para as três primeiras salas buscam aprofundar estas questões. Não se trata, evidentemente, de lhes oferecer respostas, mas de trabalhar a partir delas.
A Sala 4 apresentará a projeção de uma obra vídeo filmada no Amazonas em 2022 e concluída em 2025.